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Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

Durante o Encontro Paralelo de Educomunicação, no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no último dia 28 de março, Grácia Lopes Lima, doutora em Educação e mestre em Ciências da Comunicação, concedeu entrevista ao Blog Cidadãos do Mundo, momento em que falou de seu olhar sobre o processo educomunicativo e os objetivos do projeto Cala-Boca Já Morreu, que teve seus primeiros passos a partir dos anos 90.

Blog Cidadãos do Mundo – Grácia, como você define a educomunicação?

Grácia Lopes Lima – Eu traduzo a educomunicação como o sinônimo de uma coisa muito simples, no meu entender, que é educação pelos meios de comunicação, ou seja, usar os meios de comunicação social (rádio, vídeo, internet), que atinge um público incontável para promover uma educação diferente daquela que a gente sempre recebeu essencialmente pela via escolar. Essa é para aprender a obedecer e se enquadrar, a ser objeto e não sujeito. É chamada de tradicional ou tecnicista. Isso quer dizer, que por muitas vezes, pensa-se em se produzir…produzir de forma fabril, em que há alguém que manda e outro que obedece. Por outro lado, diferente dessa, há a educação que queremos produzir pelos mesmos meios de comunicação, voltada ao fortalecimento do indivíduo e não ao “empoderamento” (termo muito utilizado nesta área).

Blog Cidadãos do Mundo – Qual é a diferença entre o fortalecimento e o empoderamento, na sua avaliação?

Grácia Lopes Lima – Há uma diferença brutal. O empoderamento é uma palavra que vem do inglês, que tem muito a ver com o desenvolvimento do individualismo – ‘eu sou um vencedor, invencível, então, eu me supero e fui escolhido como um cromossoma que venceu’ – e leva a querer ser mais que os outros. Já o fortalecimento propõe o desenvolvimento do indivíduo, que nasce completo e não pela metade, que junto com os outros no grupo segue essa proposta conjunta continuamente até ‘morrer’. Então, educomunicação é educar para essas questões – como recuperar o que me caracterizou como ser humano? Essa educação nos faz lembrar que nascemos para ser independentes da mãe e de qualquer outra pessoa, capazes de criar e sermos responsáveis por nós mesmos. Isso é um processo para a vida inteira, que não é possível se fazer sozinho, mas sempre junto com os outros. Em resumo, educomunicação é uma prática política de intervenção social, fazendo com que as pessoas recuperem o que nos caracteriza como seres humanos.

Veja a íntegra em www.cidadaodomundo.blog-se.com.br

O jornalista ambiental André Trigueiro lançou, neste mês, o livro Mundo Sustentável – 2 – Novos rumos para um Planeta em Crise. A obra trata de temas, como consumo responsável e comunicação ambiental. A primeira edição do Mundo Sustentável havia sido publicada em 2005, pela Editora Globo. Mais informações em: http://www.mundosustentavel.com.br/2012/01/novos-rumos-para-um-planeta-em-crise/

Por Sucena Shkrada Resk  (Blog Cidadãos do Mundo)

O que os estudantes universitários respectivamente nas áreas de Ciências Ambientais e Biológicas, Diego José Rodrigues Pimenta, 20 anos, e Rafael Magalhães Mol, 19, têm em comum?Além de serem amigos, hoje eles atuam como agentes ambientais, que passam por período de estágio de um ano, no Horto Florestal do Instituto Inhotim, em Brumadinho, MG. Tive a oportunidade de conhecê-los, em visita que fiz por lá, no final do ano passado, o que rendeu alguns momentos interessantes, com foco em educação ambiental…

Ao observar a iniciativa desses jovens, foi possível extrair a importância da vivência, além do aprendizado teórico em sala de aula. Pois esse bate-papo foi um exemplo prático de sensibilização.

Eles estavam se preparando para recepcionar outros visitantes – principalmente crianças – para exercitar atividade lúdicas, por meio de dinâmicas, teatralização e jogos, com a finalidade de explicar como são os biomas atlântico e do cerrado e suas características endêmicas. Ao mesmo tempo, expor a singularidade do horto florestal, com mais de 1,2 mil espécies de palmeiras de diversos lugares do mundo, ou seja, seu viés também exótico, que compõe o paisagismo local, além de espécies brasileiras, como a macaúba.

O entrosamento com o meio e o respeito à biodiversidade local foram alguns dos pontos que me chamaram a atenção em suas falas. “Os jardineiros daqui recolhem as sementes dessas espécies introduzidas para que o cultivo não fique descontrolado”, explicou Pimenta, ao apontar no entorno o cuidado presente no desenho dos jardins. Veja a íntegra em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br

Por Vilmar Berna (fundador da Rebia e editor do Portal do Meio Ambiente)

O Ministério do Meio Ambiente é um dos menores orçamentos da República. E, ainda assim, consegue perder mais ainda, ano após ano. Em 15/02/2012, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) perdeu 19% dos valores previstos originalmente na Lei Orçamentária Anual. São R$ 197 milhões a menos, dos R$ 1,01 bilhão previsto. Terá para investimentos em 2012 o montante de R$ 815 milhões. No ano passado, o corte no ministério do Meio Ambiente foi de R$ 398 milhões (o equivalente a 37% do montante inicial).

Em junho teremos a RIO+20, quando o mundo todo estará de olhos voltados para o Brasil. O tema em pauta é a sustentabilidade, com ênfase em três questões, o combate à fome, a economia verde e a governança global. O evento na verdade são dois, como foi na ECO 92. Um oficial, dos líderes de governo, onde as decisões precisam ser por consenso e ainda dependem do aval dos cinco maiores e mais poderosos países e que costumam não gostar muito de regras que imponham limites aos seus modelos de desenvolvimento e governança, em boa parte, raízes dos problemas que o mundo vive hoje. Sorte nossa é que existe outro evento, este organizado pela sociedade civil, com o pé no chão da realidade, e que pressiona pelo mundo melhor que merece e que sabe que e possível.

Cinco meses depois deste grande evento, o Brasil estará votando para escolher seus novos prefeitos e vereadores, ou para reeleger os que já estão aí. Então, será natural que os candidatos aproveitem qualquer espaço para divulgar suas campanhas. Ainda bem, por que o que a sociedade mais precisa agora – para reencontrar os caminhos entre o sonho e o possível – , é o exercício da boa política, capaz de intermediar conflitos que são naturais numa democracia. A falsa idéia de que político é tudo igual e nenhum presta é um desserviço à democracia e só contribui para manter no poder os maus políticos. Ver a íntegra em: http://blog-rebia.blogspot.com/2012/02/o-tripe-capenga-da-sustentabilidade-rio.html .

Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

A Campanha “Meu Sonho Verde”, que está em vigor até a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), propõe que cidadãos apresentem seus sonhos (mensagens em vídeo) encaminhados por e-mail ou pelo telefone. Os temas podem girar em torno de: ar e clima/água e saneamento/biodiversidade e desenvolvimento da proteção, participação comunitária e inclusão social/consumo/energia/informação e educação/ciência, tecnologia e inovação, etransporte, entre outros. A iniciativa é do Instituto para Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas (Unitar) e da Cifal Network.

Segundo a Unitar, foi inspirada no projeto Dream In, realizado na Índia, em fevereiro passado. A campanha foi encomendada pelo braço da ONU para treinamento e lançada durante a Conferência Internacional Cidades Inovadoras, em maio 2011. Veja a íntegra em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

Cada história completa a experiência de alguém neste planeta. De uma forma indireta, os 20 anos do Repórter Eco, completados neste mês, se integram de maneira fragmentada, às minhas próprias memórias. Em 1992, recém-saída do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), eu participava do 1º Curso de Telejornalismo da TV Cultura, na sede da emissora, na rua Cenno Sbrighi, na Lapa…

Conheci à época, profissionais que começavam a tecer o repertório educomunicativo do jornalismo ambiental televiso, entretanto, não tinha a dimensão do que isso realmente significava. Fui ter essa perspectiva, ao me engajar nessa seara, muitos anos depois, mais precisamente a partir de 2008, de forma contínua (no jornalismo ambiental impresso e on line), quando também descobri que tinha na veia, essa proposta profissional e de vida (sem saber), com a vivência de repórter de cidades…

Voltando no tempo…Era o ano da Eco92 ou da Cúpula da Terra, em que centenas de militantes clamariam quatro meses depois, pela qualidade de vida no mundo e, em especial, em manifestações no Rio de Janeiro. O Repórter Eco nasceu, no período dessa efervescência militante e com um caráter muito interessante, que tenho condição de falar de forma amadurecida hoje: transmitir a pauta socioambiental, de uma maneira didática, o que infere o reconhecimento dos esforços de todas as pessoas que passaram por lá, em frente e por detrás das câmeras. Com o passar dos anos, soube dar mais valor a esse empenho.

Ao olhar lá para trás e para o hoje, o que é possível refletir? O senso ético e batalhador que envolve a prática da comunicação socioambiental; pois fazer cada programa, com certeza, exige muito esforço, redobrado no contexto de uma TV Educativa e pública, em que os apoios (financeiros) não são iguais ao de uma TV comercial. Vou mais além: um esforço de equipe, pois as reportagens não sensibilizarão o telespectador, se não houver o entrosamento desse grupo. Isso não quer dizer somente no âmbito “técnico”, mas quanto a princípios e ideais. E se esses últimos morrerem, não há mais sentido…Perde o diferencial. Veja mais em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

07/02/2012 18:03

Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

Conhecer os caminhos trilhados por profissionais veteranos do jornalismo ambiental é um meio positivo de se valorizar os esforços desses pioneiros, como também revigorar a “chama” militante e os rumos editoriais. Com esse propósito, mantive um bate-papo, no último dia 23 de janeiro, com Ilza Girardi e Juarez Tosi, na sede do grupo, que fica no prédio histórico da Associação Riograndense de Imprensa, em Porto Alegre, RS. E lá realmente me dei conta de que para se permanecer na área, “idealismo” é indispensável, pois não é uma escolha profissional com a meta principal de se ganhar dinheiro.

“A Ecoagência Solidária de Notícias Ambientais (www.ecoagencia.com.br) surgiu a partir da necessidade que nosso Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul – NEJ-RS (formado desde 1990) sentiu de se fazer a cobertura do Fórum Social Mundial (FSM) de 2003. Não havia mídia específica que tratasse das questões ambientais”, explicou Ilza, que também é docente universitária na área de jornalismo ambiental.

Nesse time de profissionais, estavam ela, Tosi, Beto Gonçalves, Carlos Tautz, Vilmar Berna… “E no mesmo ano, criamos a Ecoagência, primeiramente na estrutura de site cedida por João Batista Aguiar, do Agir Azul (que existe até hoje e participa do grupo) e na sequência, lançamos a hospedagem na nossa própria página”.

Segundo Ilza e Tosi, a produção de matérias durante todos esses anos se deu principalmente de forma voluntária, e cada profissional tem outras fontes de renda para sobreviver. “As pautas que reportávamos naquela época eram sobre a polêmica da privatização e contaminação da água; preservação das sementes crioulas versus transgênicos, e agrotóxicos, entre outras, que continuam atuais. Só não havia ainda um destaque sobre a questão do clima, como nos últimos anos”, diz Ilza. Veja a íntegra em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

Tirei essa foto no saguão do Aeroporto de Porto Alegre, no último dia 30, onde está em cartaz uma exposição sobre o pampa, que ocupa uma área de 178 mil km2 (2,1% do território brasileiro). Achei bem interessante, pois traz informações que geralmente não são multiplicadas…Um dos dados alarmantes é que hoje restam 41% de vegetação natural e apenas 2% estão em área de preservação ambiental… São mais de 3 mil plantas diversas, 480 espécies de aves, 90 de mamíferos…Esse é um dos símbolos presentes, que representa a riqueza dessa biodiversidade – a espécie veste-amarela, ameaçada de extinção…

Sucena Shkrada Resk

02/02/2012 12:14

Por Sucena Shkrada Resk

Um dos raciocínios e sensibilizações mais coerentes sobre o qual refleti, durante o Fórum Social Temático (FST) 2012, entre os dias 24 e 29 de janeiro, foi expresso por Chico Whitaker. Durante um encontro entre ativistas de mídia livre, promovido pela Ciranda.Net,no dia 25, ele trouxe a bagagem de militância nos movimentos sociais há décadas e do processo do Fórum Social Mundial, desde 2001, e disse o seguinte: “…Precisamos inventar nova maneira de falar com os 99%, dos que não estão convencidos…Estamos falando para nós mesmos e o restante da população?…”. Veja mais, no artigo de Whitaker – Novas Perspectivas no Processo FSM? http://www.ciranda.net/fsm-dacar-2011/article/novas-pespectivas-no-processo-fsm

Diante de sua fala, que não desmereceu obviamente os esforços dos “militantes por convicção”, que realmente suam a camisa por causas justas, sem ‘pegar carona’ no oportunismo político, o que está em questão é colocar em xeque o porquê de mobilizações de movimentos sociais, no porte do FSM, não conseguirem com o passar dos anos ampliar seu alcance mundialmente.

Na minha análise, um primeiro aspecto é tentar fazer uma leitura de nossa sociedade. Quando nos voltamos à brasileira, por exemplo, não é possível simplesmente colocar de lado, a estratificação de classes – da E a A, que é o recorte real do modelo do desenvolvimento capitalista. Se pessoas que se encontravam na classe D, por exemplo, se mudaram para a C, isso não quer dizer também, que as coisas acontecem num passe de mágica. É necessário ter essa consciência, para entender o que está implícito nesse processo.

E há algumas questões que precisam ser ressaltadas, sem melindres, como as lutas pelo poder e as divergências internas e externas aos partidos vigentes.

Ao observamos o contexto global, quem está na ponta da pirâmide realmente sabe o que passa nesse universo político e que há “representantes’ pelo mundo a fora que “tentam” lutar pela reversão de suas mazelas? Obviamente, que grande parte, não. Esse distanciamento ainda vigora. A realidade é cruel, não dá para atenuar. faltam alimentos, moradia, saúde, educação e acesso a meios de comunicação (que não se restringe às mídias sociais e grande imprensa) e, consequentemente ao empoderamento dos mesmos, nessa interlocução.

Milhares de cidadãos não estão nas redes sociais, que hoje são a “coqueluche”, eles não têm acesso sequer à água potável e ao dinheiro, para subsistir, quanto mais pegar um transporte rural ou urbano ou acessar a internet…Muitos se transformam em refugiados, na tentativa de sobrevivência…Quando conseguem freqüentar a escola, um grande número sofre com o déficit de atenção, porque são vítimas ainda da desnutrição. Um ciclo vicioso e perverso, que não está no estrato da sociedade com preceitos culturais burgueses.

Justiça socioambiental e econômica. Eis o recorte das bandeiras de luta…Dá até gosto e certo orgulho defendermos esse equilíbrio. Mas quando colocamos o pé no chão, lá estão os cerca de 16 milhões de pessoas, no caso do Brasil, e na casa do um bilhão, mundialmente na pobreza. Falamos deles praticamente como se fossem entidades etéreas e numéricas. Raramente, em teses acadêmicas, especiais de cobertura da mídia ou de ONGs que vão ao seu encontro, há uma tentativa de humanizar essas relações. Mas o que fica evidente é que defendemos as suas causas, sem sequer os trazermos para o centro das discussões, no tete a tete, na constância necessária. Isso quer dizer, não podemos nos limitar a datas institucionais ou a levantes pontuais, para lembrarmos que existem….Veja mais em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

Bunker Roy: Aprendendo com um movimento de pés-descalços
Fonte: TED