You are currently browsing the tag archive for the ‘sustentabilidade’ tag.

Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

Como fazer com que a palavra sustentabilidade não caia no descrédito? Quem nunca se questionou, ao menos, uma vez, ao ouvir aos “quatro ventos” o seu uso para os mais diferentes comportamentos e ações, já que se tornou corriqueira, em propagandas, nem sempre, condizentes ao conceito? Para ajudar nessa reflexão, uma dica de leitura é a versão em português, da publicação “Os 50+Importantes Livros em Sustentabilidade, sob organização do Instituto Jatobás, pela Editora Peirópolis.

A obra original (em inglês) é uma iniciativa da University of Cambridge – Programme for Sustainability Leadership (CPSL). O lançamento da tradução ocorreu, nesta segunda-feira, no auditório da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), com apoio do Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da instituição. Nesta primeira edição, está prevista a distribuição gratuita a instituições de ensino de todo país. A obra segue também às prateleiras das livrarias.

O que chama a atenção na leitura da obra é a remissão a importantes ícones da história socioambiental, suas biografias, além da bibliografia e sites para consulta. Nas sinopses dos livros constam argumentos resumidos de suas teses, o que facilita a compreensão de um leigo. Leia a íntegra em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna (Fundador da Rebia)
  Por mais duro que seja o golpe na nossa autoestima e sentimento de superioridade, para a natureza e o Planeta somos plenamente dispensáveis. Tudo pode continuar sem nós, a não ser, claro, nós mesmos. A natureza e as demais espécies não são recursos naturais à disposição da espécie humana. Muito menos uma lixeira para nossos restos. Ou revemos nossa visão e atitudes, ou acontecerá com nossa civilização – e talvez com nossa espécie – o que já aconteceu com outras antes.
  Não é de hoje que se anuncia o fim do mundo. Os Maias, por exemplo, anunciaram o deles para agora, 12/12/2012, só que ironicamente não terão a oportunidade de conferir, por que eles próprios se encarregaram de abreviar a passagem deles pelo Planeta. Quando os invasores europeus chegaram por lá, foi para dar o golpe de misericórdia e roubar todo o ouro, por que a Civilização Maia já estava em declínio pela falta de água. Aliás, situação parecida com a que vitimou a Civilização dos Faraós, no Egito, e mais tarde a da Ilha de Páscoa. Será que os Maias, os Faraós, o povo da Ilha de Páscoa não se deram conta dos riscos, ou apenas perceberam quando já era tarde demais? Ou será que escolheram não dar bola para os avisos de alerta?
  Qual é a dificuldade em compreender que se estivermos caminhando numa determinada direção, tenderemos a chegar lá? Em 2005, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório intitulado “Avaliação Ecossistêmica do Milênio” (AEM), resultado de cerca de quatro anos de estudos intensivos de 1.360 cientistas de 95 países, que produziram um dos documentos mais completos e atualizados sobre a situação do meio ambiente no Planeta. O estudo revelou que cerca de 60% de todos os ecossistemas do planeta estão degradados ou sendo usados de um modo não sustentável.

  Assim como o colapso de civilizações humanas inteiras, devido ao mau uso da natureza, não é novidade na História Humana, a extinção de espécies também não é novidade para a natureza. Os cientistas conhecem pelo menos 10 eventos de extinção em massa no nosso planeta. E a natureza se recuperou. O mais recente foi provocado por um meteoro que caiu na península de Yucatán, no Golfo do México, e extinguiu todos os animais terrestres com mais de 25 quilogramas, entre os quais a espécie mais famosa é a dos dinossauros. Sorte nossa que os ancestrais mamíferos estavam na minoria que sobrou, e mais sorte ainda por que não teriam que se esconder mais dos dinossauros, permitindo a nossa existência hoje. Então, o que é crise para uma espécie pode ser oportunidade para outra. Veja mais em:  http://www.blog-rebia.blogspot.com/2012/03/fim-do-mundo-e-sustentabilidade.html

Por Vilmar Berna (fundador da Rebia e editor do Portal do Meio Ambiente)

O Ministério do Meio Ambiente é um dos menores orçamentos da República. E, ainda assim, consegue perder mais ainda, ano após ano. Em 15/02/2012, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) perdeu 19% dos valores previstos originalmente na Lei Orçamentária Anual. São R$ 197 milhões a menos, dos R$ 1,01 bilhão previsto. Terá para investimentos em 2012 o montante de R$ 815 milhões. No ano passado, o corte no ministério do Meio Ambiente foi de R$ 398 milhões (o equivalente a 37% do montante inicial).

Em junho teremos a RIO+20, quando o mundo todo estará de olhos voltados para o Brasil. O tema em pauta é a sustentabilidade, com ênfase em três questões, o combate à fome, a economia verde e a governança global. O evento na verdade são dois, como foi na ECO 92. Um oficial, dos líderes de governo, onde as decisões precisam ser por consenso e ainda dependem do aval dos cinco maiores e mais poderosos países e que costumam não gostar muito de regras que imponham limites aos seus modelos de desenvolvimento e governança, em boa parte, raízes dos problemas que o mundo vive hoje. Sorte nossa é que existe outro evento, este organizado pela sociedade civil, com o pé no chão da realidade, e que pressiona pelo mundo melhor que merece e que sabe que e possível.

Cinco meses depois deste grande evento, o Brasil estará votando para escolher seus novos prefeitos e vereadores, ou para reeleger os que já estão aí. Então, será natural que os candidatos aproveitem qualquer espaço para divulgar suas campanhas. Ainda bem, por que o que a sociedade mais precisa agora – para reencontrar os caminhos entre o sonho e o possível – , é o exercício da boa política, capaz de intermediar conflitos que são naturais numa democracia. A falsa idéia de que político é tudo igual e nenhum presta é um desserviço à democracia e só contribui para manter no poder os maus políticos. Ver a íntegra em: http://blog-rebia.blogspot.com/2012/02/o-tripe-capenga-da-sustentabilidade-rio.html .

 

Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

No contexto da #Rio+20, estrategicamente a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2012 como ano de importantes eixos da sustentabilidade, quando completa 40 anos de atividade:

Os temas são:
– Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos e
– Ano Internacional das Cooperativas (que quem sabe, impulsione institucionalmente, pelo menos, a economia solidária aqui no Brasil e no mundo);

Vale lembrar que no dia 17 de dezembro passado, a organização lançou também a Década da Biodiversidade (2011-2020); mas se pensarmos bem, deveria ser (2012-2021), pois foi quase na virada de ano. Mas esse não é o detalhe principal, o que importa é que todos os acordos tecidos nas conferências das partes sejam implementados, como o Protocolo ABS, de Nagoya.

Já a Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação (2010-2020) – observem que tem mais um ano = 11 anos -, está em vigor desde o ano retrasado e é um dos temas que deveria ser dos mais prioritários na agenda, que está interligado às mudanças climáticas, ao combate à fome, mas parece que para o mundo se torna de segundo escalão. O que é contraditório, afinal, mais de 100 países no mundo passam por este problema. O flagelo em locais como o Chifre da África, entre outros, nos lembra diariamente o que isso significa: degradação, violência e morte. Mais de 1 milhão de pessoas passando fome parece que vira um assunto a mais nas manchetes eventuais e nas discussões multilaterais principalmente na pujança da temática econômica.

O mais interessante é que a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) praticamente passa em branco para a imprensa, para o setor educacional e principalmente para todos nós. Não seria um exercício e tanto para se repensar o modelo de desenvolvimento, que tem muito a ver com a governança da sustentabilidade, que será tratada na Rio+20? Nesse mesmo eixo, caiu no esquecimento, a Década da ONU Água para a Vida (2005-2014). Então, para que servem todas essas datas? Em tese, no campo das negociações políticas internacionais, para que os países que fazem parte do Sistema ONU se comprometam com políticas condizentes a essas pautas. Mas é óbvio que as ações dependem de uma conjuntura: governança no poder, financiamentos, políticas públicas estruturantes e por aí vai…Veja a íntegra em www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

*Por Liliana Peixinho

De que maneira a Comunicação pode contribuir, ou não, com a sustentabilidade? A informação veiculada e acessada, filtrada, pode ajudar na mudança de comportamento? Como isso pode acontecer, de fato? Se formos verificar o volume de investimentos que governo e empresas realizam, para propagar programas e produtos, podemos supor que as contrapartidas em visibilidade, credibilidade e por consequência, consumo, apresentam retornos que satisfazem bem os interesses de uma das partes da cadeia, os investidores. Mas, e o consumidor, esta satisfeito? E a matriz de produção, tem sido preservada, cuidada?

É objetivo desse artigo despertar a atenção sobre forma, velocidade, conteúdos e resultados de comportamentos construídos pela mídia, através da propagação massiva de conteúdos, sob o olhar da sustentabilidade.

Entre especialistas do campo da Comunicação circula informações sobre a velocidade da propagação do conceito de sustentabilidade e a necessidade de entender melhor o sentido profundo da palavra, usada massivamente sem a devida interseção harmônica nas escalas de produção. Mais do que significado, uma frase vale por seu efeito estético, moderno, linkado com uma realidade que insiste resistir aos desafios de mudanças de comportamento para a sustentação de sistemas fragilizados pela ganância, lucro fácil e rápido, desperdício de tempo e recursos, em nome de uma vida frágil e ignorada.

Apesar do apelo ideológico difundido massivamente, com reforço diário do discurso da sustentabilidade, o conceito parece estar distante de práticas, ações, gestões, comportamentos, que levem equilíbrio, harmonia, entre o que, como, e quanto se produz, na cadeia das atividades econômicas. Nesse contexto, como a Comunicação, o jornalismo, a publicidade, as redes sociais, as listas de discussões, os grupos virtuais, blogs, sites, entre outros, podem contribuir com informações transversalizadas, contextualizadas histórica e socialmente, para a construção de uma nova mentalidade, um novo jeito de pensar, fazer, se comportar, agir, mudar, no que tem se mostrado, demandado, como necessário e urgente.

De um lado vemos que os avanços da Ciência no prolongamento da vida humana estão desconectados com a mesma fragilidade que essa vida se mostra em ambientes criminosamente impactados por essa mesma ação humana. Esse paradoxo entre as descobertas científicas e a preservação da vida, num planeta que ainda estamos a conhecer, parece desconsiderar o tempo como o grande protagonista da História, que é determinada por ele. O homem pode viver 100, 110 ou mais anos. Ao mesmo tempo e no mesmo lugar, crianças continuam nascendo sem prevenção à saúde para garantir o início da vida. Faltam direitos simples, mínimos, como o de poder dar o primeiro suspiro numa maternidade com as mínimas condições profiláticas para isso. Veja a íntegra deste artigo na Agência de Notícias em CT&I da UFBA – http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/opiniao/marketing-verde-x-realidade-insustentavel/

*Jornalista e estudante do Curso de Especialização em Jornalismo Científico – Facom-Ufba

29/11/2011 15:47
Por Sucena S.Resk (Blog Cidadãos do Mundo)
Em 2012, se encerra o período do atual Plano diretor do município de São Paulo, em vigor desde 2002, portanto, os balanços e a proposta do próximo já têm que estar em plena discussão, pelo menos, é isso o que se espera. No contexto dessa pauta, foi lançado, no último dia 23, o projeto São Paulo 2022. A iniciativa reúne a Rede Nossa São Paulo, Escola da Cidade, o Instituto Ethos, o Instituto Arapyaú e o Instituto Socioambiental (ISA). Em linhas gerais, a proposta está baseada em 5 grandes eixos, com ideias, diretrizes e indicadores norteados pela gestão participativa.

Os temas centrais são:
– Cidade democrática, participativa e descentralizada;
– Saudável, cuidadora dos bens naturais e consumidora responsável;
– Compacta, ágil e policêntrica;
– Inclusiva, segura e próspera;
– Educadora, criativa e conectada.

Segundo o economista Cícero Iagi, um dos responsáveis pelo trabalho, não se pode perder de vista a dimensão humana da cidade. “São Paulo é gente e precisamos ver essas pessoas no território (ao se planejar)”, alertou. Na lista de desafios para a construção dessa São Paulo ‘mais coerente e justa’, foram destacadas as questões abaixo:
– Má qualidade do ar;
– Um número de 13.866 moradores em situação de rua superior a 328 cidades;
– A produção de 15 mil toneladas de resíduos sólidos diariamente;
– Aproximadamente 10 mil pessoas com renda per capita inferior a R$ 140
– e a dificuldade de mobilidade urbana, que faz com que cidadãos percam 2h42 horas por dia em seu deslocamento.

Ao mesmo tempo, a capital paulista tem uma circulação que favorece sua economia, com um evento a cada seis minutos e um total expressivo de turistas. Só em 2010, foi da ordem de 11,7 milhões de pessoas.Mas esse dado deve ser visto com o devido cuidado, pois não corresponde ao mesmo tempo às condições de infraestrutura.

Segundo o economista, os problemas e acertos devem ser pensados desde a concepção de planos de bairros, que até hoje, não saíram do papel, até sua dimensão metropolitana. E é aí que entra a necessidade de que os municípios tenham um diálogo mais próximo nessa gestão conjunta, que implica desde a economia à qualidade das águas dos rios. “A cidade incha pelas beiradas”, diz ele.

ASPECTO AMBIENTAL
No tocante ao aspecto socioambiental, algumas das orientações do documento são quanto à descanalização de rios, otimização do uso dos recursos hídricos pela população, como também ao maior controle e redução do desperdício no sistema. Com relação ao saneamento, a meta é atingir 100% do esgoto coletado e reduzir em pelo menos 20% a quantidade per capita de resíduos domiciliares (em 2010 estimado em 1,2 kg/hab). Quanto aos materiais recicláveis, constituir, no mínimo, uma central de triagem a cada 150 mil habitantes. Leia a íntegra em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .