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Ivan Ruela (Blog da Rebia)

  A Caatinga é um bioma pouco conhecido por aqueles que vivem no extremo sul do país, repleta de endemismos e de belezas notáveis.  Uma de suas atrações sem sombra de dúvida é a a Arara-Azul-de-Lear(Anodorhynchusleari Bonaparte, 1856). uma espécie de ave da família Psittacidae, que se encontra ameaçada de extinção há 30 anos. “No início da década de 80, foram registradas cerca de 60 espécies apenas na natureza. No último levantamento, em  2010, foram encontrados 1200 indivíduos desta espécie”, comemora João Luiz Xavier(CEMAVE/ICMBIO), em palestra sobre os”10 anos do projetoArara-Azul-de-Lear”, no XVIII Congresso Brasileiro de Ornitologia, realizado em Junho de 2011, em Cuiabá-MT.  

   O projeto é realizado nos municípios onde se tem registro da arara, como Canudos, Euclides da Cunha e Jeremoabo, todos no sertão baiano.  A ave já foi considerada extinta da natureza, sendo redescoberta pelo pesquisador alemão Helmut Sick, no final década de 70, na região do Raso da Catarina. A urgência em proteger a espécie justificou  a criação, pelo Ibama, em 1992, do “Comitê  para o Manejo e Conservação da Arara-Azul-de Lear”, com o objetivo de propor e implementar estratégias  de conservação. Compõem  grupo, o ICMBIO, a Fundação Biodiversitas, além  de pesquisadores e mantenedores de diversos países. O projeto atua em várias frentes. “Fazemos o monitoramento populacional, planejado de acordo com asrecomendações do comitê, a partir da realização de censossimultâneos em locais de dormitórios. São três pesquisas por ano, além de busca de novos locais”, afirma Xavier. “Umas das técnicasutilizadas é  o rapel, para investigação do interior dos ninhos. Também estudamos meios de assegurar o suprimento alimentar para esta espécie, um de seus fatores principais para sua preservação”.  Leia a íntegra em http://blog-rebia.blogspot.com/2011/12/joia-do-sertao.html
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Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

As atenções pelo mundo começam a se voltar para a virada do ano e para a retrospectiva sobre os principais acontecimentos de 2011. Diante desse frenesi, comum nesta época, os comentários sobre a 17ª Conferência das Partes (COP 17) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas começam a ficar escassos. Talvez não estejamos nos dando conta, mas o que foi negociado em Durban, na África do Sul, entre os dias 28 de novembro e 11 de dezembro, com a participação de representantes de 194 países, é um indício dos principais dilemas do que podemos esperar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho do ano que vem. Isso quer dizer: poucas evoluções efetivas na prática.

Ao lermos o Sumário das decisões tomadas na Conferência, o que se nota é uma série de comprometimentos postergados, sem se alinhavar os termos que nortearão os mesmos. Parece confuso, mas esse realmente é o estado da arte em que vive as relações sob os crivos do Capitalismo. E qualquer ‘acordo vinculante’, para ser implementado, deve ser ratificado por cada um dos países participantes (internamente). Do papel às ações, portanto, há um caminho importante a ser trilhado.

Quanto ao Protocolo de Kyoto (iniciado em 1997), cuja primeira fase expira em 2012, decidiu-se que a segunda etapa prosseguirá a partir de 2013 com término previsto em 2017 ou 2020. Em 2015, deverão ser estruturadas as vinculações dos países (desenvolvidos e em desenvolvimento), mas por enquanto não há um nível consolidado de ambição de redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs). Canadá já se posicionou oficialmente que não participará e o Japão e a Rússia haviam também anunciado que não integrariam a continuidade.

Na primeira fase, ficou firmado que somente os países do Anexo I (os mais desenvolvidos e mais poluidores) iriam diminuir suas emissões na faixa de 5,2% com relação aos níveis de 1.990; o que não se consolidou. Os EUA, o maior emissor (hoje a China, na categoria de país em desenvolvimento, o ultrapassou), não ratificou até hoje esse acordo e deverá permanecer com essa postura, na segunda etapa. Depois dos dois países, os maiores emissores são Índia, Rússia, Japão e Brasil, na sexta colocação. Então, no sentido da práxis, pouco sabemos, de fato, como essas ações se darão ao longo dos próximos anos. Ainda é uma incógnita.

Retomando o que foi discutido na COP16, em 2010, em Cancún, no México, o que se destacou foi o fato de a maioria das nações concordar que deveriam tomar medidas para que a temperatura média do planeta não excedesse aos 2 graus em relação aos níveis pré-industriais até o fim do século, com base em dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). O grupo de cientistas deverá divulgar seu quinto relatório somente entre 2013 e 2014 (o 4º é de 2007), mas já há cenários que apontam que a temperatura chegará ao aumento na casa dos 4 graus. Entretanto, os países vulneráveis (como os insulares) pleiteavam 1,5º, tendo em vista que já sofrem com o aumento do nível dos oceanos. Veja a íntegra em www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

RIO+20 (atualização mais recente em 24/12/2011)

Links importantes sobre o processo da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 e da Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, que acontecerão em junho de 2012.

Rio+20 (oficial): http://www.uncsd2012.org/

Rio+20 (oficial – página em português): http://www.rio20.info/2012

Nova abertura para acreditação de organizações e movimentos na Rio+20 0ficial (anúncio em 12/2011): http://www.uncsd2012.org/rio20/?page=view&nr=657&type=230&menu=38

Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental: http://cupuladospovos.org.br/

Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20: http://www.rio2012.org.br/

Rede Social Rio+20 (Sociedade Civil): http://rio20.net/

Comitê Paulista para a Rio+20: http://riomais20sp.wordpress.com/

Hotsite Ministério do Meio Ambiente Rio+20: http://hotsite.mma.gov.br/rio20/

Hotsite Mulheres Rumo à Rio+20 (Ministério do Meio Ambiente): http://hotsite.mma.gov.br/mulheresrumoario20/

Fórum Social Temático 2012 – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental (24 a 29/01/2012-Porto Alegre): http://www.fstematico2012.org.br/

Campanha de Mobilização Rio+Vos: http://www.rioplusyou.org/

Bicicletada nacional para a Rio+20: http://bicicletadanacional.wordpress.com/

Cúpula Mundial de Legisladores (acontecerá de 15 a 17/06/2012, antes da Rio+20, no RJ): http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=2388829

DOCUMENTOS PRELIMINARES DO PROCESSO PARA A RIO+20:

ONU – Documento preliminar para os participantes da Rio+20 (12/12/11). Disponível em: http://www.uncsd2012.org/rio20/content/documents/350information%20note%2012%20December.pdf

ONU – Vídeo histórico sobre a ECO 92: http://www.youtube.com/watch?v=hraPn_XFgg8

OMS – Documento Saúde e Desenvolvimento Sustentável: Saúde na Rio+20: http://www.fiocruz.br/omsambiental/media/SaudeRio20documorientadorMS.pdf

ECONOMIA VERDE:

ONU – Relatório Trabalhando por uma Economia Verde equilibrada e inclusiva (15/12/2011). Disponível em: http://www.unemg.org/MeetingsDocuments/IssueManagementGroups/GreenEconomy/GreenEconomyreport/tabid/79175/Default.aspx

PNUMA – GreenEconomy. Disponível em: http://www.pnuma.org.br/arquivos/EconomiaVerde_ResumodasConclusoes.pdf ///
http://www.unep.org.br/admin/publicacoes/texto/1101-GREENECONOMY-synthesis_PT_-_online_version.pdf . Acesso em: 02/12/2011.

CI – Conservação Internacional – Disponível em: http://www.conservacao.org/publicacoes/files/politica_ambiental_08_portugues.pdf. Acesso em: 02/12/2011.

CI – Economia verde na américa latina: as origens do debate nos trabalhos da Cepal – Márcia Tavares. Disponível em: http://www.conservation.org.br/publicacoes/files/P%E1ginas%20de%20PoliticaAmbiental08tavares.pdf – . Acesso em: 02/12/2011.

Ricardo Abramovay – Desafios da economia verde. Disponível em:http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/5923/servicos_do_portal/noticias/itens/%E2%80%9Cdesafios_da_economia_verde%E2%80%9D,_por_ricardo_abramovay_.aspx. Acesso em: 02/12/11

Fonte: Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk

 

O Michael P. Metcalf Institute for Marine & Environmental Reporting, da University of Rhode Island – Graduate School of Oceanography Narragansett abriu o prazo de inscrições até 13 de fevereiro, para a seleção a bolsas de estudos dirigidas a jornalistas ambientais interessados em participar da 14ª edição do Workshop Científico para Jornalistas voltado aos Impactos costeiros: Mudanças Climáticas nos Ecossistemas Costeiros. O curso será realizado entre 3 e 8 de junho de 2012.

Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.metcalfinstitute.org/dl/2012_AWF_Application.pdf .

Chico mendes foi assassinado há 23 anos, no dia 22 de dezembro. O que aprendemos nesse período? Hoje ainda outras vítimas, como José Cláudio Ribeiro da Silva, Maria do Espírito Santo da Silva e tantos outros anônimos se foram, por quê e para quê??

O vídeo Chico Mendes – Eu quero viver, sob direção de Adrian Cowell (que faleceu em outubro deste ano) e Vicente Rios, produzido em 1989, relembra a trajetória do seringueiro e ambientalista e é um material importante para impulsionar nossas reflexões sobre o que realmente queremos edificar na chamada sustentabilidade…(Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk)

Por Sucena Shkrada Resk

Acabei de assistir ao vídeo histórico da ECO92, em que os principais acordos ambientais foram traçados para o mundo e de repente, ao voltar à realidade, no horizonte de 20 anos, senti um vazio e a aspiração daquela época palpitar no hoje. O que fizemos para avançar nessas pautas? E como proceder diferente, para que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável #RioMais20, em junho do ano que vem, não seja um evento somente para constar no calendário?

Esse registro, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), deve ser visto nas entrelinhas e avaliado quanto ao seu significado para a condução que daremos à #RioMais20, para que não se perca no campo dos discursos. Desde lá, a pauta é: adaptação e mitigação às mudanças climáticas, investimento em energias limpas, conservação da biodiversidade, combate à pobreza, respeito aos povos tradicionais; como também, implementar a Agenda 21 na concepção do nosso modo de vida…

Líderes se comprometeram lá atrás, outros não; e as décadas foram passando, e o que foi feito até agora que nos impulsione nas diretrizes do desenvolvimento sustentável? O mundo capitalista vive uma crise econômica, desencadeada em 2008. Veja a íntegra em www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

O site http://www.jornalismoambiental.com também mantém uma comunidade no Facebook. O endereço é: http://www.facebook.com/jornalismoambiental .

A Revista do IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado entre os dias 17 e 19 de novembro de 2011, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) está disponível digitalmente no site: http://cbja-rio2011.com.br/revista-iv-cbja .

O evento foi promovido pelo Instituto Envolverde, pela Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia) e pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA).

Fonte: 4º CBJA.

09/12/2011 19:44
Por Sucena Shkrada Resk

Eis que surge a redação final do Código Florestal aprovado pelo Senado, no último dia 6. Agora, é possível ler realmente como ficou, comentar, debater e obter avaliações de especialistas…

O documento é o Parecer nº 1.358, de 2011 *
Redação final do Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara nº 30, de 2011 (nº 1.876, de 1999, na Casa de origem).

Confira o link do PDF em: Redação Final do Substitutivo do Código Florestal, no Senado.

Veja mais em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

Por Sucena Shkrada Resk

07/12 – #CódigoFlorestal – o ideal é que leiamos o PL nº 30 (http://www12.senado.gov.br/codigoflorestal/), em sua íntegra, após as modificações com as emendas, pois aí será possível se ter noção das propostas e suas implicações, extra o texto-base. Durante a votação no dia 6, tudo ficou muito pulverizado, apesar de algumas emendas serem sintetizadas (além do número das mesmas) – mas foram 26 de 78 aprovadas – e algumas notícias saíram, inclusive, antes do término da votação…

Em cima de dados mais concretos, dá para fazer consultas, realizar um debate…A próxima etapa, agora, é na Câmara, para depois seguir à sanção da presidenta Dilma Rousseff. Segundo o presidente da Câmara, a estimativa é que a votação na Casa só ocorrerá em janeiro de 2012.