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Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

#RumoàRioMais20 & MudançasClimáticas – Registrei essa imagem do Glacial Perito Moreno, no Parque Nacional Los Glaciares, na Patagônia Argentina, no último dia 17 de abril. O gigante de gelo dos Andes vem sofrendo transformações gradativas e grandes calotas começaram a se desprender do maciço, a partir de março deste ano, depois de um longo período de tempo. As ocorrências anteriores foram registradas oficialmente em 1988, 2004, 2006 e 2008.

Esse patrimônio da humanidade, com 60 m de altura e 200km2 de extensão é um exemplo “vivo” do quanto é importante termos um olhar voltado à conservação do planeta. Ele ainda permanece em sua maior parte estável, mas até quando?

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A cobertura dos temas ambientais, embora seja realizada há muito tempo por jornalistas que têm as questões da área como princípios de interesse inclusive pessoal, está em um crescente de abrangência nos veículos de comunicação, assim como a sua visibilidade pública de forma geral. É diante desse cenário que ocorre no dia 25 de abril, a partir das 13h30min, o 1º Fórum de Jornalismo Ambiental Fiema Brasil. O evento faz parte da programação paralela da 5ª edição da Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente, e acontece no Auditório Verde, instalado junto à exposição, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.
O Fórum trará para a mesa de debates três temas: Sustentabilidade e Meio Ambiente em Pauta – possibilidades, abordagens e desajustes, O jornalismo ambiental virtual – a cobertura feita nas mídias sociais, sites e blogs e Rio + 20 – como o tema está sendo tratado e como chegará à população. Para tratar desses assuntos foi chamado um time de profissionais com um trabalho destacado no jornalismo ambiental nacional e internacionalmente e no desenvolvimento dos conceitos da sustentabilidade em diferentes frentes.
São eles Ricardo Voltolini, publisher e consultor da empresa Ideia Sustentável, Alan Dubner, consultor em comunicação interativa e especializado em Mídia Social, Paulina Chamorro, gerente de Meio Ambiente e apresentadora das rádios Eldorado e Estadão ESPN, e Cláudia Piche, diretora de conteúdos da revista e do portal Ideia Sustentável. O time é completo ainda por Vilmar Berna, fundador da Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia) e editor da Revista e do Portal do Meio Ambiente, Henrique Camargo, editor do portal Mercado Ético, e Reinaldo Canto, correspondente e colunista do portal Envolverde. Além de suas funções atuais, todos têm vasta experiência e envolvimento com o tema ambiental de forma ampla.
O Fórum de Jornalismo Ambiental será gratuito. Confirmações de presença podem ser encaminhadas pelo email imprensa1@fiema.com.br ou pelo telefone (54) 3055.3979, com a assessoria de imprensa. O cadastramento antecipado para entrada na feira pode ser feito pelo site http://www.fiema.com.br. A realização é do grupo nacional Jornalismo Ambiental e de Fiema Brasil. Patrocínio de Fundação FAT e FAT Vitae.

Grupo Jornalismo Ambiental

Trata-se de uma decorrência de uma oficina ocorrida na 4ª edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em novembro de 2011, no Rio de Janeiro. Desde então, um grupo de comunicadores passou a exercitar coletivamente a prática da abordagem de pautas ambientais e de sustentabilidade. Isso, além de estabelecer o diálogo e a reflexão sobre as temáticas afins. Dentro da ideia de ampliar, cada vez mais, os debates e o número de participantes envolvidos nessa iniciativa, algumas ações estão sendo formatadas. A primeira delas é o 1º Fórum de Jornalismo Ambiental Fiema Brasil. O site do grupo é http://www.jornalismoambiental.com.

Via Marisa Pereira

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Criado em novembro de 2011, durante a Oficina de Mídias Sociais, ocorrida durante o Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, o projeto virtual Jornalismo Ambiental acaba de ganhar uma nova identidade visual.
O plano semântico do logotipo se refere à natureza, sol e um jornal aberto, remetendo a um rio, simbologia que vai ao encontro do objetivo de reunir as questões ambientais na web 2.0 e potencializar a experiência colaborativa em mídias sociais. 
O slogan “A sustentabilidade em palavras” busca abarcar as motivações do grupo, formado por jornalistas de vários cantos do país.
A criação da marca é do publicitário gaúcho João Alfredo Ramos Jr. 

Por Anahi Fros

Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

Hoje o que se observa é a dificuldade de se conseguir obter informações sistematizadas e contínuas sobre o campo da educomunicação no país. Durante o Encontro Paralelo de Educomunicação, no dia 28 de março, em Salvador, que integrou o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, Renata Maranhão, gerente de projetos da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), apresentou o resumo do histórico das iniciativas e desafios governamentais federais a respeito da pauta. Entre as novidades, está a recente proposta de incentivo a esse campo nos licenciamentos ambientais e na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e na Agricultura Familiar.

De forma resumida, a proposta conceitual da educomunicação socioambiental é possibilitar à totalidade da população o acesso à informação na área, para que possa criar sua própria concepção e também produzir de forma interativa, em vez de ser só receptora ou ter impressões. A pergunta que fica no ar – o quanto realmente avançamos nesse sentido?
O subprograma do setor foi introduzido, no MMA, a partir de 2004. “E no plano plurianual (PPA) 2012, há previsão para essa área, com cursos de formação de educomunicadores”, disse a gestora.
Veja a íntegra em www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .

Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

O professor Ismar de Oliveira Soares, mestre e doutor em Ciências da Comunicação, durante bate-papo com o Blog Cidadãos do Mundo, fala sobre as recém-criadas licenciatura em educomunicação e especialização na Universidade de São Paulo (USP), das quais é coordenador, e do panorama da formação na área no Brasil. Desde 1996, desenvolve ações voltadas à difusão dessa área do conhecimento, no Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes (NCE/ECA/USP). A conversa aconteceu, durante o Encontro Paralelo de Educomunicação, no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, em 28 de março, na cidade de Salvador.

Blog Cidadãos do Mundo – Como ocorreu o processo que levou à decisão de se constituir o curso de licenciatura em educomunicação na USP?

Ismar de Oliveira Soares – A criação da licenciatura foi resultado de um trabalho que a própria universidade construiu, desde o início dos anos 90 até recentemente. Entre 1989 e 1991, realizamos o primeiro curso de especialização em educação e comunicação, e a partir de então, começamos a desenvolver alguns programas, como da criação da revista do segmento e do curso de gestão de processos comunicacionais. Formamos 30 turmas e somado a isso, algumas pesquisas do universo imaginário, de quem trabalhava a relação de educação e comunicação, de uma forma alternativa à já constituída nos sistemas tradicionais. E com a identificação da educomunicação como uma prática social bem definida, em termos teóricos e mercadológicos, coube ao próprio NCE/ECA/USP, o diálogo com a sociedade e com o poder público, que resultou em cursos que atenderam a cerca de 30 mil pessoas, entre 2000 e 2010. Tudo isso levou a universidade a refletir sobre sua posição de trazer a discussão para a graduação.
Com isso, reconhece que existe um saber profissional a ser compartilhado, porque a graduação existe em função de saberes e práticas de atendimento às necessidades da população.

Blog Cidadãos do Mundo – Qual é o objetivo deste curso e o que ele agregará ao profissional que se formar nele?

Ismar de Oliveira Soares – A educomunicação foi reconhecida pela USP como campo de interface entre a educação e comunicação. Ao criar a graduação, inicialmente, desenhamos um perfil de curso para bacharelado, em que o especialista trabalharia como contratado, consultor na interface na mídia no terceiro setor e na própria assessoria de escolas. No entanto, entendemos que o bacharel tem dificuldade de entrar no espaço escolar, que é aberto ao licenciado. Identificamos, que a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), nos parâmetros curriculares, especialmente no ensino médio, identificava a comunicação como área de interesse para 25% de sua grade curricular . Entretanto, ninguém preparava o profissional para assumir esse papel. O próprio Ministério da Educação, com a divulgação desse coeficiente comunicativo, tratava isso como informática educativa. Não entendia a dimensão da própria legislação. A falta desse profissional foi sentida a partir dos anos 90. Então, a graduação assumiu a figura de licenciatura híbrida, neste curso. Forma o professor para dar aula em escolas de ensino médio, como também, o consultor da mídia e do terceiro setor. Já estamos na segunda turma de iniciantes no curso.

Blog Cidadãos do Mundo – Há outros cursos universitários na área de educomunicação no Brasil?

Ismar de Oliveira Soares – Existe um bacharelado na Universidade Federal de Campina Grande, na PB, que futuramente deverá agregar a licenciatura. Foi iniciada simultaneamente à licenciatura da USP. Há um terceiro curso em formação, já em fase de contratação de professores, na Universidade Estadual de Santa Catarina. Lá está sendo criado um curso à distância de Educomunicação. É uma proposta muita inovadora. Existe um vínculo entre essas propostas e a nossa. A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) de Assis também anunciou que criará uma licenciatura na área.

Veja a íntegra em www.cidadaodomundo.blog-se.com.br .


Por Sucena Shkrada Resk (Blog Cidadãos do Mundo)

Durante o Encontro Paralelo de Educomunicação, no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no último dia 28 de março, Grácia Lopes Lima, doutora em Educação e mestre em Ciências da Comunicação, concedeu entrevista ao Blog Cidadãos do Mundo, momento em que falou de seu olhar sobre o processo educomunicativo e os objetivos do projeto Cala-Boca Já Morreu, que teve seus primeiros passos a partir dos anos 90.

Blog Cidadãos do Mundo – Grácia, como você define a educomunicação?

Grácia Lopes Lima – Eu traduzo a educomunicação como o sinônimo de uma coisa muito simples, no meu entender, que é educação pelos meios de comunicação, ou seja, usar os meios de comunicação social (rádio, vídeo, internet), que atinge um público incontável para promover uma educação diferente daquela que a gente sempre recebeu essencialmente pela via escolar. Essa é para aprender a obedecer e se enquadrar, a ser objeto e não sujeito. É chamada de tradicional ou tecnicista. Isso quer dizer, que por muitas vezes, pensa-se em se produzir…produzir de forma fabril, em que há alguém que manda e outro que obedece. Por outro lado, diferente dessa, há a educação que queremos produzir pelos mesmos meios de comunicação, voltada ao fortalecimento do indivíduo e não ao “empoderamento” (termo muito utilizado nesta área).

Blog Cidadãos do Mundo – Qual é a diferença entre o fortalecimento e o empoderamento, na sua avaliação?

Grácia Lopes Lima – Há uma diferença brutal. O empoderamento é uma palavra que vem do inglês, que tem muito a ver com o desenvolvimento do individualismo – ‘eu sou um vencedor, invencível, então, eu me supero e fui escolhido como um cromossoma que venceu’ – e leva a querer ser mais que os outros. Já o fortalecimento propõe o desenvolvimento do indivíduo, que nasce completo e não pela metade, que junto com os outros no grupo segue essa proposta conjunta continuamente até ‘morrer’. Então, educomunicação é educar para essas questões – como recuperar o que me caracterizou como ser humano? Essa educação nos faz lembrar que nascemos para ser independentes da mãe e de qualquer outra pessoa, capazes de criar e sermos responsáveis por nós mesmos. Isso é um processo para a vida inteira, que não é possível se fazer sozinho, mas sempre junto com os outros. Em resumo, educomunicação é uma prática política de intervenção social, fazendo com que as pessoas recuperem o que nos caracteriza como seres humanos.

Veja a íntegra em www.cidadaodomundo.blog-se.com.br